Unidade administrada pelo Grupo Chavantes é referência em cuidado materno e neonatal
na rede pública de Betim
Cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos no Brasil, o que equivale a aproximadamente 931 nascimentos por dia, segundo dados do Ministério da Saúde. A taxa nacional de prematuridade, que varia entre 11,1% e 12%, é superior à média global, estimada em 10%. Entre os chamados prematuros extremos, aqueles que nascem antes da 28ª semana de gestação, a taxa de mortalidade pode chegar a 45%, e menos da metade dos sobreviventes se desenvolve sem complicações.
Segundo levantamento da Planisa, consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares, o SUS destinou cerca de R$13,5 bilhões em 2024 para internações de recém-nascidos prematuros em UTIs neonatais, considerando uma média de 14 dias de internação e custo diário de R$2.652 por bebê.
O bebê é considerado prematuro quando nasce antes de completar 37 semanas de gestação. A prematuridade é classificada em quatro níveis: extrema, quando o parto ocorre antes das 28 semanas; muito prematura, entre 28 e 32; moderada, de 32 a 34; e tardia, entre 34 e 37 semanas. Quanto menor o tempo de gestação, maiores são os riscos e desafios para o desenvolvimento e a sobrevivência, exigindo cuidados intensivos logo após o nascimento e acompanhamento contínuo ao longo dos primeiros anos de vida.
Segundo a pediatra do Centro Materno-Infantil de Betim (CMI), Dra. Cláudia Leão, a atenção ao bebê prematuro deve começar ainda na gestação. “O pré-natal é fundamental para identificar fatores de risco e permitir um acompanhamento mais próximo da mãe e do bebê. Quanto mais cedo essas condições são detectadas, maiores são as chances de prevenir complicações e garantir um nascimento mais seguro”, explica.
A campanha de conscientização sobre a prematuridade tem como marco o dia 17 de novembro, data instituída mundialmente para alertar a população sobre a importância do cuidado integral à gestante e ao recém-nascido. A ocasião reforça a necessidade de políticas públicas e ações de sensibilização sobre o tema.
Entre as principais causas da prematuridade, estão hipertensão, diabetes gestacional, infecções, gestação múltipla, malformações uterinas, estresse e fatores socioeconômicos. “A maioria dos casos tem múltiplos fatores associados, por isso o acompanhamento multiprofissional é essencial para o manejo adequado e a redução dos riscos”, ressalta a médica.
As consequências podem se estender ao longo da vida e incluem problemas respiratórios, visuais, auditivos e neurológicos, além de maior risco de dificuldades de aprendizado. Para a Dra. Cláudia, o cuidado contínuo é o que faz a diferença. “O bebê prematuro precisa de estímulo, acolhimento e acompanhamento frequente. Com o suporte correto, muitos alcançam um desenvolvimento saudável e superam as limitações iniciais”, completa.
O CMI faz parte da rede municipal de saúde e é administrado pelo Grupo Chavantes. A unidade conta com UTI Neonatal, Banco de Leite Humano e serviços de fonoaudiologia, como o teste da orelhinha, oferecendo um atendimento humanizado com foco no cuidado materno e neonatal.
No dia 15 de novembro, às 9h, o CMI promoveu um evento especial para reforçar a conscientização sobre a prematuridade: um encontro com bebês e crianças que nasceram prematuramente na unidade e superaram esse desafio. A atividade foi simbólica, aberta ao público e com entrada gratuita.
A presidente do Grupo Chavantes e advogada especializada no terceiro setor, Dra. Letícia Bellotto Turim, destaca a relevância de ações como essa na rede pública. “Estar presente em campanhas como esta reforça o propósito do Grupo Chavantes de promover uma assistência de qualidade, com olhar humano e sensível às demandas da população. É uma causa que nos envolve profundamente e reforça nossa responsabilidade social com mães e bebês em todo o país.”
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia mais de 30 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
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