Hospital Regional de Campo Maior (HRCM) reforça cuidados durante a campanha Dezembro Laranja
Dados do DATASUS mostram que, em 2024, foram registrados 72.767 diagnósticos de melanoma e outras neoplasias malignas da pele. Em 2025, informações parciais já somam 40.543 registros nas mesmas categorias. A combinação desse cenário com o aumento das temperaturas e a maior exposição solar típica de dezembro reacende a preocupação com o câncer de pele e amplia a necessidade de orientação à população.
O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde. Dentro desse universo, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas, mas é considerado o tipo mais agressivo. Ele costuma surgir como uma pinta nova ou como uma lesão pré-existente que passa a mudar de cor, formato ou tamanho. Já os tumores não-melanoma, como o carcinoma basocelular e o espinocelular, são mais prevalentes e têm maior taxa de cura quando identificados cedo, podendo se manifestar como feridas que não cicatrizam, áreas avermelhadas persistentes, nódulos ou lesões que sangram.
Nessa etapa inicial, o clínico geral tem papel decisivo na identificação precoce. É ele quem, no atendimento primário, reconhece lesões suspeitas e faz o encaminhamento rápido para o dermatologista, acelerando o diagnóstico e o início do cuidado.
O Clínico Geral do Hospital Regional de Campo Maior (HRCM), administrado pelo Grupo Chavantes, Dr. Francisco Almeida de Morais Júnior, explica que “a diferença no comportamento desses tumores influencia diretamente o prognóstico, por isso qualquer mudança na pele precisa ser observada com atenção.”
A exposição solar sem proteção segue como o principal fator de risco, reforçado pelo calor mais intenso deste período. Pele clara, histórico familiar, queimaduras solares prévias, imunossupressão e atividades ao ar livre também elevam as chances de adoecimento. Para a especialista, a radiação acumulada ao longo da vida tem papel determinante. “A exposição diária, mesmo fora do verão, também causa dano. Não é apenas o sol forte da praia que preocupa; é o hábito de sair sem proteção, mesmo em dias nublados ou em trajetos curtos”, afirma o médico.
O diagnóstico é feito por avaliação clínica, dermatoscopia e, quando necessário, biópsia. Alterações em pintas, lesões que crescem, mudam de cor ou não cicatrizam merecem investigação imediata. O Dr. reforça que sinais persistentes jamais devem ser ignorados. “Uma ferida que não melhora ou uma mancha que se modifica ao longo de semanas é sempre um alerta. A consulta precoce faz diferença no desfecho do tratamento”, destaca.
O tratamento varia conforme o tipo e o estágio do tumor. Nos casos não-melanoma, a cirurgia costuma ser resolutiva. No melanoma, a retirada cirúrgica também é o primeiro passo, sendo possível associar terapias como imunoterapia ou radioterapia quando há avanço da doença. Independentemente da modalidade, quanto mais cedo o tumor é identificado, maiores são as chances de cura.
Com o aumento das temperaturas e o maior tempo ao ar livre neste mês, a especialista reforça as orientações básicas de prevenção. Uso diário de protetor solar com reaplicação, preferência por sombra, roupas que cubram áreas expostas e proteção nos horários de maior incidência. A proteção solar não deve ser vista como exceção, mas como rotina. É uma medida simples, acessível e altamente eficaz.
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