Durante o período de férias escolares, o número de acidentes envolvendo crianças tende a crescer, principalmente em ambientes domésticos e áreas de lazer. A mudança na rotina, o maior tempo em casa e a exposição a atividades recreativas elevam os riscos e exigem atenção redobrada de pais e responsáveis.
No Brasil, o afogamento é a segunda principal causa de morte acidental em crianças de 0 a 14 anos. A média é de três mortes por dia, sendo a faixa etária de 1 a 4 anos a mais vulnerável. A maioria dos casos ocorre em piscinas e dentro de casa, em locais como baldes e banheiras, geralmente associada à falta de supervisão. Entre adolescentes, os óbitos são mais frequentes em rios, lagos e represas, e o verão contribui para o aumento dessas ocorrências.
Outro tipo de acidente frequente neste período envolve queimaduras. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que em 2024 cerca de 14 mil hospitalizações de crianças e adolescentes por esse motivo. As queimaduras térmicas são as mais recorrentes, especialmente as escaldantes, causadas por líquidos quentes, além daquelas provocadas por fogo, chamas e objetos aquecidos. A cozinha é considerada o ambiente mais perigoso da casa para as crianças.
Além de afogamentos e queimaduras, entre os acidentes mais comuns envolvendo crianças estão as intoxicações acidentais por produtos de limpeza e medicamentos, a ingestão de objetos pequenos e os traumatismos cranianos decorrentes de quedas e impactos.
Em Marília, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), gerenciado pelo Grupo Chavantes, atua diariamente no atendimento a esse tipo de ocorrência e reforça a importância da prevenção e do acionamento rápido do socorro. “Durante as férias, percebemos um aumento significativo de chamados envolvendo crianças, principalmente por afogamentos, queimaduras e quedas. São situações que, muitas vezes, acontecem em poucos segundos e podem ser evitadas com supervisão constante”, afirma o médico regulador do Samu de Marília, Dr. João Paulo Bermudes.
Em emergências, a orientação é ligar imediatamente para o número 192. “A central de regulação médica orienta os familiares por telefone enquanto a equipe se desloca até o local. Essas primeiras instruções fazem diferença no desfecho do atendimento”, explica o médico.
O médico regulador reforça que, em casos de afogamento, além do acionamento do Samu pelo 192, é fundamental também chamar o Corpo de Bombeiros pelo número 193, especialmente quando a vítima ainda está dentro da água ou há necessidade de resgate aquático. “O Corpo de Bombeiros realiza o salvamento em ambientes aquáticos, enquanto o Samu atua no atendimento médico fora da água. Em situações de submersão, os dois serviços devem ser acionados”, orienta.
Em situações de queimadura, a recomendação é resfriar imediatamente a área atingida com água corrente fria, sem uso de gelo, por cerca de 15 a 20 minutos, evitando qualquer substância caseira. Já em casos de intoxicação ou ingestão de objetos, não se deve provocar vômito e o atendimento deve ser acionado imediatamente.
“A combinação entre informação, ambientes mais seguros e atenção permanente dos responsáveis é fundamental para reduzir acidentes graves durante esse período”, afirma Bermudes.
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia mais de 30 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
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