O Samu de Marília já registrou 1.077 chamados relacionados a problemas respiratórios. O número, contabilizado entre 20 de março e 2 de agosto de 2026, corresponde a 80% das 1.346 ocorrências registradas durante todo o outono e o inverno do ano passado.
Os períodos analisados têm durações diferentes. Em 2025, o levantamento considerou os 187 dias entre 20 de março e 22 de setembro. Neste ano, os dados abrangem 136 dias. A média diária passou de 7,2 para 7,9 chamados, aumento de aproximadamente 10%.
A pneumonia aparece como a principal causa das ocorrências em 2026, com 352 registros. Na sequência estão bronquiolite, com 138; tosse, com 106; asma, com 101; e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com 89.
“O que chama a atenção é a frequência dos chamados. Em menos tempo, o Samu já recebeu uma parcela expressiva das ocorrências registradas durante todo o outono e o inverno passados. Em algumas condições, os números deste ano já são maiores”, afirma o médico regulador do Samu de Marília, Dr. João Bermudes.
O levantamento foi realizado pelo Samu de Marília, gerenciado pelo Grupo Chavantes. Segundo Bermudes, a combinação de temperaturas baixas, tempo seco e maior permanência em ambientes fechados ajuda a explicar o crescimento das queixas respiratórias nesta época do ano. Além de favorecer a circulação de vírus, essas condições podem agravar quadros de asma, bronquite, DPOC e outras doenças pulmonares.
A recomendação é manter a vacinação atualizada, higienizar as mãos, deixar os ambientes ventilados e evitar exposição à fumaça e à poeira. Pessoas com doenças respiratórias crônicas devem seguir o tratamento indicado e procurar avaliação médica diante da piora dos sintomas.
“Falta de ar intensa, respiração muito rápida, lábios ou extremidades arroxeados, confusão, desmaio e piora repentina do quadro são sinais de alerta. Diante de uma emergência respiratória, a orientação é ligar para o Samu pelo telefone 192”, explica Bermudes.
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
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