Afastamentos por burnout crescem 823% em quatro anos no Brasil

Em meio a campanha de Setembro Amarelo, especialista do Grupo Chavantes fala sobre a importância de ações voltadas ao bem-estar dos colaboradores

Cansaço constante, estresse, irritabilidade, esgotamento emocional, insônia, baixo rendimento e isolamento social podem ser sintomas relacionados à síndrome de burnout, que vem acometendo mais brasileiros. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2025 foram concedidos 7.595 benefícios por incapacidade temporária por esgotamento profissional, em comparação com 823 em 2021, um crescimento de 823% em quatro anos.
 

“A sobrecarga de trabalho, situações de alta carga emocional, pressão e responsabilidades constantes, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidade suficiente para cumpri-las, podem levar muitos profissionais a ter síndrome do esgotamento profissional”, explica a Carolina Caetano, gerente de DHO desenvolvimento orginazional e humana do Grupo Chavantes (organização social de saúde responsável pela gestão de mais de 30 projetos em diferentes regiões do país).
 

No contexto do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, cresce o alerta para a importância do cuidado com a saúde mental, especialmente no ambiente de trabalho. No início deste ano, a NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que trata de segurança e saúde no trabalho, foi atualizada e passou a exigir que as empresas incluam a gestão de riscos psicossociais e de saúde mental em suas práticas.
 

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também registrou 1.022 denúncias em 2025, em comparação com 190 registradas em 2021, um aumento de 438%.
 

Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, até então o maior número em dez anos. Em 2025, esse total chegou a 546.254, novo recorde da série recente. Foram 73.926 afastamentos a mais, o que representa aumento de 15,7% em um ano. Os dados contabilizam os benefícios concedidos, e não o número de trabalhadores.
 

“O primeiro passo é saber reconhecer os sintomas. Muitas pessoas não buscam ajuda especializada por não saber identificar os sintomas e acabam negligenciando sua saúde mental. Amigos e familiares ou pessoas próximas podem ser pilares para ajudar a reconhecer os sinais e buscar um psicólogo ou psiquiatra”, diz Caetano.
 

Quando diagnosticado, o tratamento pode ser feito com psicoterapia ou uso de medicamentos com base na orientação médica. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença.
 

O Grupo Chavantes tem adotado iniciativas voltadas ao cuidado integral de seus colaboradores, entendendo que a qualidade da assistência também passa pelo bem-estar de quem cuida.
 

“Entendemos que profissionais da área da saúde estão expostos a grandes cargas de estresse e que é o nosso papel cuidar da saúde dos nossos colaboradores, assim como eles cuidam da saúde das pessoas”, diz a presidente do Grupo Chavantes, Letícia Bellotto Turim.
 

Entre as ações está o programa de acolhimento à primeira e segunda vítima, um fluxo estruturado de apoio aos profissionais envolvidos em eventos adversos e situações críticas no ambiente de trabalho. A iniciativa oferece escuta qualificada e acompanhamento terapêutico com psicóloga externa, garantindo suporte emocional após episódios de estresse e sofrimento.
 

Já os serviços de Psicologia Viva e Conexa possibilitam o atendimento com profissionais especializados de forma acessível e contínua.

 

Sobre o Grupo Chavantes 
O Grupo Chavantes, Organização Social de Saúde (OSS), gerencia mais de 30 projetos em seis estados brasileiros e ocupa a posição de oitava maior entidade do setor no país, com gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.



Assessoria de Imprensa do Grupo Chavantes



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