Dados são de 2025, quando foram registrados 2.193 atendimentos; em meio à campanha Maio Amarelo, serviço gerenciado pelo Grupo Chavantes alerta para prevenção, acionamento correto do 192 e ações de socorro imediatas
O Brasil avançou na redução das mortes no trânsito, mas ainda enfrenta um cenário preocupante nas internações causadas por acidentes. Segundo levantamento do Grupo IAG Saúde, com dados do DataSUS e da Plataforma Valor Saúde by DRGBrasil, IA e Planisa, em 2015, foram registradas no país 157.490 internações por acidentes de trânsito. Em 2025, esse número chegou a 229.444, alta de quase 46%, sem nenhum ano de redução no período.
Em Marília, os números do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, gerenciado pelo Grupo Chavantes, reforçam o impacto dos acidentes na rotina da urgência e emergência. Em 2025, o serviço registrou 2.193 ocorrências relacionadas a acidentes de trânsito, média de aproximadamente 183 atendimentos por mês ou o equivalente a 1 acidente a cada 4 horas.
O volume segue alto em 2026. Entre janeiro e 27 de abril, já foram contabilizadas 679 ocorrências. O número supera o acumulado de janeiro a abril de 2025, quando foram registrados 667 atendimentos, mesmo considerando que o dado de abril deste ano ainda é parcial.
O alerta ganha força durante o Maio Amarelo, campanha voltada à conscientização sobre segurança no trânsito. A mobilização busca chamar atenção para atitudes que reduzem riscos e salvam vidas, como respeitar os limites de velocidade, não usar o celular ao volante, evitar dirigir após o consumo de álcool, usar cinto de segurança e capacete corretamente, além de redobrar a atenção com motociclistas, ciclistas e pedestres.
Para o médico regulador do SAMU de Marília, João Bermudes, os dados mostram que a prevenção precisa ser tratada como prioridade. “Cada ocorrência de trânsito mobiliza uma cadeia de atendimento e pode mudar a vida de uma família em poucos segundos. O Maio Amarelo é um momento importante para reforçar que muitas dessas situações podem ser evitadas com escolhas responsáveis no dia a dia”, afirma.
Nos casos de acidente, o SAMU orienta que a primeira medida seja acionar o 192 e informar, com clareza, o local exato da ocorrência, o número de vítimas, o tipo de acidente e a situação aparente dos envolvidos. Informações como perda de consciência, sangramento intenso, dificuldade para respirar, vítima presa às ferragens ou risco de incêndio ajudam a Central de Regulação a definir o recurso mais adequado para o atendimento.
Enquanto a equipe se desloca, a recomendação é sinalizar o local para evitar novos acidentes, manter a calma, afastar curiosos e seguir as orientações repassadas pelo médico regulador. Também é fundamental não movimentar a vítima sem orientação, não retirar o capacete de motociclistas e não oferecer água, alimentos ou medicamentos.
“Em acidentes de trânsito, a intenção de ajudar precisa vir acompanhada de cuidado. Movimentar uma vítima de forma inadequada pode agravar lesões, principalmente quando há suspeita de trauma na coluna, cabeça, tórax ou abdômen. O mais seguro é acionar o SAMU, proteger a cena e aguardar a chegada da equipe”, explica Bermudes.
O atendimento
O atendimento começa ainda durante a ligação. A partir das informações recebidas, a Central de Regulação avalia a gravidade da ocorrência e orienta os primeiros cuidados até a chegada da ambulância. Dependendo do caso, o serviço pode enviar uma equipe de suporte básico ou avançado, preparada para estabilizar a vítima e realizar o encaminhamento adequado.
Segundo Bermudes, alguns sinais exigem atenção imediata, mesmo quando a vítima parece estar bem. Sonolência, confusão mental, dor intensa, falta de ar, sangramentos, formigamento, dificuldade para se movimentar ou perda de consciência são sintomas que não devem ser ignorados.
“Nem sempre a gravidade aparece no primeiro momento. A pessoa pode estar consciente e conversando, mas ainda assim ter lesões internas importantes. Por isso, o atendimento pré-hospitalar é essencial para avaliar, estabilizar e encaminhar a vítima com segurança”, reforça.
Atitudes simples podem evitar ocorrências graves e reduzir a pressão sobre os serviços de urgência. “O trânsito é um espaço compartilhado. Quando uma pessoa dirige com imprudência, ela coloca outras vidas em risco. Enxergar o outro é entender que cada decisão pode salvar uma vida”, finaliza.
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
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