Sargento Paulo Edgar sofreu uma parada cardiorrespiratória após chegar à unidade e hoje segue em recuperação
Uma dor forte no peito, a percepção de que algo estava errado e a decisão de procurar atendimento sem esperar os sintomas passarem. Na noite de 26 de julho, o terceiro-sargento da Polícia Militar do Paraná Paulo Edgar Ramos, de 49 anos, chegou ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Rio Negro poucos minutos após perceber os primeiros sinais de um infarto. Já na unidade, seu quadro se agravou e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A equipe do PAM, gerenciado pelo Grupo Chavantes em parceria com o município de Rio Negro, iniciou as manobras de reanimação. Foram aproximadamente sete minutos de parada cardiorrespiratória, com compressões torácicas e uso do desfibrilador. Após ser reanimado, Paulo foi intubado, estabilizado e encaminhado para atendimento hospitalar de maior complexidade.
“Eu cheguei consciente, dizendo que estava infartando, e fui imediatamente colocado para atendimento. Não houve tempo perdido”, relembra Paulo.
Ele havia acabado de chegar do trabalho, quando, por volta das 22h, sentiu a dor no peito. Como morava próximo ao PAM, pediu à esposa que o levasse até a unidade.
“Em menos de dois minutos chegamos ao PAM. Desci do carro e avisei à equipe que estava tendo um infarto. Fui atendido imediatamente”, conta.
Pouco depois, Paulo apresentou uma convulsão e evoluiu para a parada cardiorrespiratória. Após a estabilização, foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia, onde passou por atendimento em UTI, cateterismo cardíaco de emergência e angioplastia. Exames identificaram uma obstrução importante na artéria descendente anterior.
Quatro dias após o infarto, ele recebeu alta e iniciou uma nova etapa de recuperação, com acompanhamento cardiológico e tratamento prescrito pelas equipes que o atenderam.
Policial militar há 28 anos e profissional de Educação Física, Paulo mantém uma rotina ativa, pratica exercícios, cuida da alimentação e realiza acompanhamento médico. Desde os 40 anos, faz avaliações cardiológicas anuais e, em março deste ano, havia realizado teste ergométrico e eletrocardiograma.
“Nunca fumei, não faço uso de bebidas alcoólicas, procuro manter uma boa hidratação e sempre tive preocupação com minha alimentação e condicionamento físico. O que eu não tinha como hábito era monitorar regularmente minha pressão arterial, justamente por não apresentar sintomas e por manter uma rotina que considerava saudável”, relata.
A rotina de trabalho em regime de plantões também interfere no sono e no ciclo circadiano. Para Paulo, a experiência reforçou que os cuidados preventivos precisam estar acompanhados da atenção aos sinais do próprio corpo.
“Cuidar da saúde, fazer exames e manter hábitos saudáveis é fundamental, mas também é preciso estar atento aos sinais do próprio corpo e não acreditar que estar em boa forma nos torna imunes a uma emergência cardíaca.”
Entre os sinais de alerta para um possível infarto estão dor, pressão ou aperto no peito, que pode se espalhar para os braços, costas, pescoço ou mandíbula, além de falta de ar, suor frio, náusea, tontura e mal-estar. Diante de uma suspeita, a orientação é procurar atendimento imediatamente e não esperar os sintomas passarem.
Foi o que Paulo fez. Ao perceber que a dor poderia indicar um infarto, procurou o PAM sem esperar pela evolução do quadro. A chegada precoce permitiu que a equipe iniciasse o atendimento e, posteriormente, as manobras de reanimação diante da parada cardiorrespiratória.
Para Eobrasil Ribeiro Montes, diretor do PAM de Rio Negro, o caso mostra a importância da preparação das equipes para situações de urgência e emergência.
“Esse atendimento mostra a importância de uma equipe preparada para agir diante de situações críticas. Em uma parada cardiorrespiratória, a resposta precisa ser rápida e coordenada. O reconhecimento do quadro, a atuação da equipe e a continuidade do atendimento foram importantes para que o paciente pudesse ser estabilizado e encaminhado para o tratamento de que precisava. Para nós, é motivo de satisfação saber que o trabalho realizado no PAM contribuiu para essa história de recuperação.”
Agora, em recuperação, Paulo segue em acompanhamento cardiológico e realiza o tratamento prescrito. Para ele, compartilhar a experiência é também uma forma de alertar outras pessoas.
“Se eu pudesse deixar uma mensagem para quem ler essa história, seria: não ignore os sinais do seu corpo e não espere os sintomas passarem. Eu reconheci que aquela dor não era normal e procurei atendimento imediatamente. Não esperei para ver se melhorava e não tentei suportar em casa.”
O sargento reforça que a experiência mudou sua percepção sobre a importância de agir diante dos primeiros sinais.
“Em uma emergência cardíaca, o tempo é determinante. Reconhecer os sintomas, buscar ajuda rapidamente e chegar a um serviço preparado para uma emergência podem fazer toda a diferença. Minha história é, acima de tudo, uma história de gratidão, mas também um alerta: uma segunda chance pode começar com a decisão de não ignorar o primeiro sinal.”
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
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