Saiba quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser acionado

Diferenças entre 192 e 193 ainda geram dúvidas; Samu de Marília explica

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) são fundamentais no atendimento a emergências, mas atuam de maneira distinta e complementar. O SAMU de Marília, administrado pelo Grupo Chavantes, é acionado pelo 192, número nacional destinado ao atendimento pré-hospitalar. O serviço intervém em situações que exigem avaliação médica imediata, como dor no peito, suspeita de infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral), crises respiratórias, convulsões, desmaios, intoxicações, reações graves e outros quadros de mal súbito. Também é responsável por atender ocorrências em que a vítima apresenta condição clínica grave e necessita de suporte médico urgente no local.
 

O Corpo de Bombeiros, que atende pelo 193, atua em situações que envolvem risco físico e resgate especializado. Entre as ocorrências atendidas estão incêndios, explosões, acidentes de trânsito com vítimas presas às ferragens, afogamentos, desabamentos, soterramentos, enchentes, quedas de altura, resgates em locais de difícil acesso e casos envolvendo produtos perigosos ou vazamento de gás. Nesses cenários, a ação dos bombeiros é essencial para retirar a vítima do ambiente de risco com segurança.
 

Para o médico regulador do SAMU de Marília, Dr. João Paulo Bermudes, compreender a diferença entre os dois serviços contribui para reduzir o tempo de resposta. “O 192 deve ser acionado em emergências de saúde que exijam avaliação médica imediata. Já o 193 é indicado para situações de risco físico, como incêndios ou acidentes com pessoas presas. Quando cada serviço é acionado da forma correta, conseguimos direcionar o atendimento com mais agilidade”, salienta.
 

Bermudes pontua que algumas situações exigem a atuação simultânea das duas equipes. “Em acidentes graves de trânsito, por exemplo, os bombeiros fazem o resgate e o SAMU realiza o atendimento médico no local”, explica. “E, quando houver dúvida, a orientação é ligar e relatar o que está acontecendo. As centrais conseguem identificar a necessidade e encaminhar o chamado para o serviço adequado”, completa.

Sobre o Grupo Chavantes
 

A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 40 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.

 

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