Exames oftalmológicos crescem mais de 300% na Santa Casa de Chavantes

No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, instituição alerta para doença silenciosa e 
destaca avanço no acesso ao diagnóstico

O dia 26 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, data dedicada à conscientização sobre uma doença ocular silenciosa, progressiva e que pode levar à perda irreversível da visão quando não é diagnosticada e tratada adequadamente. Referência de alta complexidade em oftalmologia na região, a Santa Casa de Chavantes reforça a importância da prevenção e do acompanhamento regular, especialmente entre pessoas com fatores de risco.
 

Dados internos da instituição mostram uma ampliação expressiva da assistência oftalmológica entre 2024 e 2025. No período, o número de consultas oftalmológicas passou de 3.618 para 8.341, crescimento de aproximadamente 130%. Os exames oftalmológicos também tiveram alta significativa, passando de 14.636 para 69.551. Já as consultas voltadas ao glaucoma subiram de 336 para 729, mais que o dobro do volume registrado no ano anterior.
 

A evolução também aparece nos procedimentos cirúrgicos. No mutirão de cirurgias, os procedimentos de catarata passaram de 464, em 2024, para 2.142, em 2025. As cirurgias eletivas também cresceram, saindo de 76 para 226 no mesmo período. Para a Santa Casa de Chavantes, os números refletem o fortalecimento da linha de cuidado em oftalmologia e a ampliação do acesso da população a consultas, exames especializados e tratamentos.
 

Segundo o oftalmologista da Santa Casa de Chavantes, Dr. Renato Bezerra Kitahara, o glaucoma exige atenção justamente porque, na maioria dos casos, não apresenta sinais nas fases iniciais.
 

“O grande risco do glaucoma é que ele pode evoluir por anos sem causar dor ou alteração perceptível na visão. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes já houve comprometimento importante do nervo óptico. Por isso, o exame oftalmológico regular é a principal estratégia para o diagnóstico precoce e a preservação da visão”, explica.
 

O glaucoma provoca lesão no nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais dos olhos ao cérebro. Em muitos casos, a doença está associada ao aumento da pressão intraocular, mas também pode ocorrer em pacientes com pressão ocular dentro da faixa considerada normal. Trata-se de uma condição crônica, sem cura definitiva, mas que pode ser controlada com acompanhamento adequado, uso de medicamentos, tratamento a laser ou cirurgia, conforme a indicação médica.
 

Nas fases iniciais, o glaucoma costuma ser assintomático. Com a progressão da doença, pode haver perda gradual da visão periférica, dificuldade para enxergar objetos nas laterais, sensação de visão em túnel e, em estágios avançados, comprometimento severo e irreversível da visão. Como a visão central pode permanecer preservada por mais tempo, muitos pacientes só procuram atendimento quando a doença já está avançada.
 

Entre os principais fatores de risco estão idade avançada, histórico familiar de glaucoma, pressão intraocular elevada, alta miopia, uso prolongado de corticoides, diabetes e maior predisposição entre pessoas negras. Pacientes que se enquadram nesses grupos devem manter acompanhamento oftalmológico regular.
 

“O tratamento tem como objetivo controlar a doença e evitar a progressão da perda visual. Em muitos casos, o uso correto de colírios é suficiente, mas também há situações em que indicamos tratamento a laser ou cirurgia. O ponto mais importante é que o paciente não interrompa o acompanhamento, mesmo quando está enxergando bem”, reforça o especialista.
 

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação oftalmológica, com medição da pressão intraocular, exame de fundo de olho e, quando necessário, exames complementares, como campo visual e tomografia de coerência óptica, conhecida como OCT. A recomendação é que pessoas com fatores de risco não esperem o surgimento de sintomas para procurar atendimento.
 

“Quanto mais cedo identificamos o glaucoma, maiores são as chances de preservar a visão”, conclui o oftalmologista.

 

Sobre o Grupo Chavantes
 

A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.

Assessoria de Imprensa do Grupo Chavantes

Predicado Comunicação
 

Viviane Bucci – [email protected] | (11) 9 1119-2911 (WhatsApp)

Carolina Santaro [email protected] |(11) 9 3072-8305 (WhatsApp)

Vanessa de Oliveira – [email protected] | (11) 9 7529-0140 (WhatsApp)

Carolina Fagnani – [email protected] | (11) 9 9144-5585 (WhatsApp)

Exames oftalmológicos crescem mais de 300% na Santa Casa de Chavantes

No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, instituição alerta para doença silenciosa e destaca avanço no acesso ao diagnóstico O dia 26 de maio […]

Hipertensão silenciosa aumenta risco de infarto e AVC e exige atenção contínua da população

Cardiologista do Hospital Municipal de Itu reforça importância do acompanhamento médico e da mudança de hábitos para prevenir complicações cardiovasculares A hipertensão arterial, […]

Hospital Municipal Universitário de Taubaté conquista certificação ONA nível 1

Reconhecimento foi concedido após avaliação externa que verificou protocolos, fluxos internos, governança e práticas de segurança assistencial O Hospital Municipal Universitário de Taubaté […]

Acidentes de trânsito geram um atendimento do SAMU de Marília a cada 4 horas

Dados são de 2025, quando foram registrados 2.193 atendimentos; em meio à campanha Maio Amarelo, serviço gerenciado pelo Grupo Chavantes alerta para prevenção, […]