Hipertensão silenciosa aumenta risco de infarto e AVC e exige atenção contínua da população

Cardiologista do Hospital Municipal de Itu reforça importância do acompanhamento médico e da mudança de hábitos para prevenir complicações cardiovasculares


A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, continua sendo uma das doenças crônicas mais comuns e perigosas do país. Silenciosa na maior parte dos casos, a condição pode evoluir sem sintomas e aumentar significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e problemas renais.
 

Segundo dados do Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, 27,9% dos brasileiros adultos relataram diagnóstico de hipertensão, percentual que cresce com o avanço da idade. O cenário acende um alerta para a importância da prevenção e do acompanhamento contínuo da saúde cardiovascular.
 

De acordo com a Dra. Marcela Pozetti,  Diretora Técnica do Hospital Municipal de Itu, gerenciado pelo Grupo Chavantes, muitas pessoas descobrem a hipertensão apenas após episódios mais graves. “A hipertensão é considerada uma doença silenciosa porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas evidentes. Por isso, consultas regulares e a aferição periódica da pressão arterial são fundamentais para o diagnóstico precoce e para evitar complicações”, explica.
 

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão estão sedentarismo, obesidade, alimentação rica em sal e ultraprocessados, estresse, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Além disso, o envelhecimento também contribui para o aumento da prevalência da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge mais de 60% da população acima dos 65 anos.
 

A especialista destaca que mudanças simples no estilo de vida podem fazer diferença significativa no controle da pressão arterial. “A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do peso e redução do consumo de sódio, ajuda não apenas na prevenção, mas também no controle da doença em pacientes já diagnosticados”, ressalta.
 

Dados do Ministério da Saúde mostram ainda que a taxa de mortalidade relacionada à hipertensão no Brasil aumentou nas últimas décadas, passando de 183,5 óbitos por 100 mil habitantes em 2010 para 211,5 por 100 mil habitantes em 2023. Para a Dra. Marcela Pozetti, a conscientização da população e o acompanhamento médico contínuo são fundamentais para reduzir os impactos da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
 

Sobre o Grupo Chavantes
 

A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia mais de 30 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.

Assessoria de Imprensa do Grupo Chavantes

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