Pandemia: um desafio para o setor da saúde

Pandemia deixa lições importantes para quem lida com gestão de saúde

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Desde março de 2020, quando a pandemia da Covid-19 aterrissou de vez nas vidas de todas as pessoas, o desafio de combatê-la foi imperioso na rotina das unidades de saúde espalhadas pelo País, caso da Santa Casa de Chavantes e todos os locais administrados por intermédio de sua OSS.Empenho de profissionais, emprego de aparelhagem adequada, cuidados e protocolos sanitários. A soma de todos esses itens ajudou decisivamente na tentativa de amenizar o quadro que apresentou por longo tempo sinais de recrudescimento.O período deixou lições que poderão (e deverão) nortear os trabalhos de quem lida com gestão de saúde. Foi um enorme duelo cotidiano contra problemas constantes – muitos inéditos – e vitórias diante de desafios impostos pela pandemia, deixando grandes legados para o segmento. Apesar de tudo, o balanço é positivo.“A pandemia de Covid-19 nos forçou a acelerar diversos processos dentro da Santa Casa de Chavantes. Tivemos que fazer maior uso de tecnologia, como a Telemedicina. Além disso, foi necessário investir e reestruturar os setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, devido às peculiaridades envolvendo as relações trabalhistas”, exemplifica Anis Mitri, presidente da Santa Casa.

Desafio na pandemia

Não bastasse isso, a Organização Social de Saúde formada pela Santa Casa de Chavantes assumiu de maneira emergencial diversos equipamentos do setor no Estado de São Paulo. Um desafio – ou melhor, vários – dentro de outro que atingiu todo o globo. E que teve de ser tratado com gestão.Para isso, foi necessário o recrutamento de um enorme time de administradores hospitalares, médicos e equipes assistenciais. Profissões diferentes, mas algo os une além do local de trabalho. Todos viveram uma experiência e tanto para um grande número de profissionais, que permite usos, costumes e conclusões para ficarem por todo o sempre no vocabulário e na mente de todos.“Hoje a equipe entende que, para vencermos, precisamos estar unidos e alinhados. Também é possível ver que, de maneira geral, os colaboradores se tornaram ainda mais humanos, além de resilientes e engajados”, afirma o presidente.

Cuidado desde o início

Quando o cenário ainda era de muita incerteza, bem no início da pandemia de Covid-19, as administrações da Santa Casa de Chavantes e das outras unidades de saúde geridas pela Organização Social de Saúde trataram de agir com extrema rapidez. Nem poderia ser diferente. No entanto, a pressa não foi inimiga da perfeição. Longe disso. Tudo foi executado tendo como base uma palavra: cuidado.“A primeira coisa que fizemos foi acolher, acalmar e proteger nossos colaboradores. Criamos treinamentos de usos corretos de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), contratamos empresas de Medicina e Segurança do Trabalho, além de adotarmos protocolos e normas para resguardar quem estava na linha de frente”, detalha.Uma dessas providências – certamente a fundamental – era a vacina contra a Covid-19. Os pesquisadores, então, usaram todo o seu conhecimento para entrarem em ação e, em esforço mundial de vários laboratórios, a solução acabou sendo arquitetada até em tempo recorde, levando em conta vacinas para combate de outras moléstias.Logo que o tão aguardado imunizante foi finalmente liberado pelas autoridades, a administração acompanhou de perto todo o processo. Junto às secretarias de saúde com as quais trabalha diretamente, tratou imediatamente de providenciar a imunização prioritária dos funcionários. O resultado não poderia ser outro que não em favor da vida.“Desta maneira, conseguimos motivar nossas equipes e, felizmente, não tivemos nenhum óbito de colaborador que trabalha diretamente conosco”, completa o presidente.

Hábitos para sempre

A pandemia de Covid-19 pode ter apresentado diminuição e certos hábitos, como o uso das máscaras, foram flexibilizados, mas existem práticas que podem seguir sendo implementadas diante de qualquer quadro. Afinal, o recrudescimento desta ou de qualquer doença que venha a existir é possível em qualquer época. “Mantivemos uma cultura forte de saúde e segurança do trabalho. Aumentamos em mais de 15 vezes o investimento nesse setor. Fazemos de perto a gestão laboral, além de realizar treinamentos frequentes de boas práticas, higiene e uso correto de EPIs”, reforça.Em meio a um trabalho que naturalmente segue forte, o impacto ocorrido com esta experiência única, em especial no segmento dos gestores, revelou e evidenciou uma série de comportamentos necessários em qualquer ambiente de trabalho e suas consequências.“A pandemia revelou de fato quem são os gestores engajados e comprometidos com as boas práticas de saúde. Os desafios impostos pela Covid-19 foram os maiores enfrentados pelas equipes de saúde no último século”, define o presidente.Anis Mitri acrescenta que foi possível sentir na pele a importância de equipes comprometidas e treinadas, além do uso de tecnologias. A dura realidade, intensificada pela pandemia, teve benefícios que sempre serão lembrados. “O racionamento de equipamentos e falta de insumos e medicamentos fez com que se evidenciasse ainda mais a importância do uso de protocolos gerenciáveis, bem como do uso racional e eficiente dos materiais e medicamentos”, completa.Acesse o site da Santa Casa de Chavantes e confira outras informações importantes sobre saúde.

O que norteia um trabalho de ponta na saúde?

Conheça como funciona uma gestão de qualidade na saúde

A tradição da Santa Casa de Chavantes, instituição fundada em 1923 e com uma expertise de 15 anos na gestão de equipamentos de saúde, ajuda a explicar os motivos de tamanho êxito nas iniciativas abraçadas. Isso tanto na cidade de Chavantes e na região do Departamento Regional de Saúde de Marília quanto em outras cidades do Estado de São Paulo. Mas muito é feito até chegar nesse estágio. E muitas situações são vivenciadas até que isso se estabeleça a cada nova jornada.Muitos acreditam que para um hospital ou clínica funcionar bastam apenas os médicos e enfermagem. Esta é apenas uma parte – muito importante – da complexa engrenagem. O fato é que o número de profissões, equipes e infraestrutura envolvidas é muito maior do que se pode imaginar. Dentro de uma unidade de saúde, existe a necessidade de contadores, advogados, faturistas, administradores e uma gama enorme de profissionais. Como em qualquer empresa, a admissão passa pela aplicação de regras muito rígidas para que as escolhas feitas atendam todas as necessidades.“Em geral, as entidades maiores possuem regimentos internos específicos para contratações de pessoal. Estes regimentos indicam quais são as etapas e metodologias utilizadas para realização de processos seletivos”, afirma Anis Mitri, presidente da Santa Casa.É bom lembrar que todo esse processo vai além do capital humano. É vital que haja utilização de tecnologia, como sistemas, aplicativos e outros gadgets – esta última é uma gíria usada para designar dispositivos eletrônicos portáteis criados para facilitar funções específicas no cotidiano, usando inovações tecnológicas, como celulares.

Trabalho de ponta na saúde

A Santa Casa de Chavantes e os demais equipamentos geridos por intermédio de sua Organização Social de Saúde prezam pela isonomia, autonomia e capacidade técnica em suas contratações. São verdadeiros mantras em nome da seriedade da entidade. Para isso, os interessados têm de passar por uma série de testes. O processo envolve provas, entrevistas e análises de currículos, de modo a selecionar os melhores para os cargos ideais, em uma das práticas que mostram a qualidade da instituição e a preocupação com seus pacientes. “Eventualmente é necessário que se crie um processo seletivo para cada cidade ou equipamento, condicionados à situação regional, porém sempre mantendo os princípios legais, culturais e morais da instituição”, completa.Se o material humano é escolhido com extremo cuidado, os equipamentos não ficam atrás em termos de qualidade e quantidade. Cada unidade de saúde possui uma listagem mínima de aparelhos para o bom funcionamento. Isto varia desde computadores e impressoras até a máquinas de tomografia e raios x. E há uma série de itens importantes a serem levados em conta no momento da locação.“Sempre que é necessária a contratação deste serviço é importante considerar: o prazo de locação, a qualidade dos equipamentos, o programa de manutenção e a capacidade técnica da equipe de engenharia clínica. Além disso, todos estes itens têm que atender aos princípios da economicidade para que se faça melhor uso dos recursos públicos utilizados”, explica o (cargo do porta-voz).

Pessoas e comunicação

Outro aspecto levado em conta nessa otimização de custos na Santa Casa de Chavantes e nos outros estabelecimentos de saúde administrados pela instituição é projetar o número de usuários, a partir de fatores – em especial referentes ao local – que permitam essa análise. “Sempre que se realiza um projeto de gestão de um equipamento de saúde é necessário se considerar a população local, bem como a série histórica (se houver) do número de atendimentos”, argumenta. Segundo Anis Mitri, o cálculo tem um objetivo bastante simples e lógico: permite dimensionar melhor a equipe, além de existir uma maior previsibilidade de compras de materiais e equipamentos. Tudo em prol do máximo aproveitamento com o mínimo – ou nenhum – desperdício, medida fundamental para que os recursos à disposição sejam bem utilizados.Nada é feito, no entanto, sem planejamento. E muito menos sem prévio aviso. É fundamental a interação das entidades de saúde com prefeituras e gestores públicos para as eventuais tomadas de decisão, de modo que tudo fique transparente para os que trabalham e os que necessitam do serviço. E, logicamente, tudo documentado.“Em gestão pública, cada ato contratual tem que ser comunicado por intermédio de documentos próprios, como ofícios e memorandos. Isso permite transparência e rastreabilidade dos acordos firmados entre a Santa Casa de Chavantes e os órgãos contratantes”, afirma o presidente. Além disso, de acordo com (nome do porta-voz), é realizado mensalmente um relatório chamado de Prestação de Contas. O nome já diz tudo: o documento é chamado assim porque é nele que a Santa Casa de Chavantes entrega todas as informações de atividades assistenciais, financeiras e contábeis aos órgãos públicos. Trata-se de outro aspecto essencial para a transparência de todo esse processo, norteando a busca do trabalho de ponta na saúde.

Credibilidade, fator inegociável na Santa Casa de Chavantes

Credibilidade é fator primordial para garantir a qualidade no atendimento na área de saúde

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Independentemente do segmento, a credibilidade é fator primordial tanto para pessoas físicas quanto pessoas jurídicas. Quando uma organização social assume a gestão de um equipamento de saúde, por exemplo, a história recente do Brasil oferece a seguinte indagação: ela é confiável?

Isso porque o País foi testemunha de várias irregularidades nos últimos tempos, causando esta natural desconfiança. Mas, definitivamente, nem todas as instituições são iguais.

Afinal, credibilidade é algo inegociável. E é exatamente isso que prega a Santa Casa de Chavantes. Trata-se de uma realidade demonstrada a olhos vistos em décadas de atuação.

Basta conferir a atuação da unidade própria, que atende há mais de 90 anos à cidade de mesmo nome e a região do Departamento Regional de Saúde de Marília, ambas no Interior de São Paulo.

O mesmo ocorre no trabalho por intermédio de sua Organização Social de Saúde, criada em 2020, que aproveita justamente a experiência de seus diretores e conselheiros, que atuam há mais de 15 anos em Gestão de Equipamentos de Saúde.

Credibilidade confirmada

Entidades sérias, como a Santa Casa de Chavantes, que realizam um trabalho qualificado e reconhecido pela sociedade e entes públicos, possuem mecanismos de controle de boas práticas. Dessa forma, é possível mitigar possíveis problemas, garantindo a credibilidade junto à sociedade como um todo e com os gestores públicos.

Por estar capacitada para formalizar contratos de administração com os mais diversos entes governamentais, a Santa Casa de Chavantes possui uma cultura organizacional voltada à transparência e rastreabilidade de todos os atos e processos iniciados por ela.

E isso transita pelos mais diferentes patamares: desde a simples contratação de pessoal até a escolha de empresas que auxiliam a executar os contratos.

Atuação exemplar

Além do estatuto social da entidade, que possui cláusulas anticorrupção e de integridade, existem regimentos internos de compras, serviços e até de contratação de pessoas.

O processo é claro: cada setor registra todos os atos de suas contratações. Por sua vez, as listas e contratos firmados são todos publicados no portal de transparência, ficando disponíveis para consultas públicas, de acordo com a Lei 12.527-18, de novembro de 2011, e o Decreto 7.724-2012, que visam “assegurar o direito fundamental de acesso à informação e devem ser executados com os princípios básicos da gestão pública”.

O motivo essencial para todas essas providências gira em torno de algo primordial: lidar com dinheiro público requer transparência, zelo e responsabilidade.

Dessa forma, todos os gastos realizados pela Santa Casa de Chavantes são relacionados em prestações de contas mensais, quadrimestrais e anuais. Esses documentos são entregues a todos os contratantes e ficam disponíveis no portal de transparência.

É importante ressaltar que todas as contas pagas pela instituição possuem lastro bem definido, que pode ser:

• Contrato com o prestador;

• Relatório de atividades;

• Relação de produtos entregues.

Todos são validados por diferentes níveis hierárquicos. Além disso, sempre que possível, são endossados pela própria administração pública.

Economia e devolução de valores

O conceito de credibilidade da gestão perante os usuários dos serviços da Santa Casa de Chavantes é fomentado por um princípio básico: facilidade no acesso à saúde. E isso é efetivamente oferecido.

Locais gerenciados pela entidade se transformam em garantia de acessibilidade, qualidade e isonomia nos atendimentos. São ações que causam satisfação para os clientes em meio a momentos que costumam ser invariavelmente complicados.

Santa Casa de Chavantes também zela, em todos os seus contratos, por assegurar algo simbolizado por duas palavras: qualidade e economicidade. A ideia é sempre fazer mais e melhor, com o menor custo possível, resolvendo esta equação.

Diante desta prática, podem sobrar recursos em alguns períodos. Mas este dinheiro não é perdido. Longe disso. Quando é possível poupar, os valores são devolvidos integralmente aos cofres públicos, medida que solidifica essa imagem de credibilidade administrativa.

Exemplos

Em julho do ano passado, houve restituição de valores à Prefeitura de Capão Bonito, município do Interior de São Paulo, justamente quando se completou um ano de atendimentos nas especialidades na cidade praticados pela instituição.

Na ocasião, foram devolvidos R$ 128.841,89. Trata-se de importância que foi economizada no decorrer do compromisso e poderá ser utilizada em outras áreas, em benefício da saúde dos munícipes.

O exemplo ocorrido em Capão Bonito não é único. Para se ter uma ideia, só em 2021 a Santa Casa de Chavantes efetuou a devolução de mais de R$ 1 milhão a prefeituras e ao Governo do Estado de São Paulo, depois do término do exercício do contrato.

A legislação e os órgãos de controle são bem rigorosos com a aplicação dos recursos públicos pelas entidades do terceiro setor. Manter um diálogo entre estes órgãos e as entidades é fundamental para melhorar a transparência e aplicação dos recursos públicos, prática com a qual a Santa Casa de Chavantes já está mais do que acostumada.

Fonte: https://bluestudioexpress.estadao.com.br/conteudo/2022/06/08/credibilidade-fator-inegociavel-na-santa-casa-de-chavantes/